Coito Programado (CP)

O CP consiste na identificação e acompanhamento do período fértil para que se possa orientar as relações sexuais. É possível usar medicações em todas as fases do ciclo para melhorar as chances de gravidez natural, para isso se faz necessário o acompanhamento com ultrassonografias até a confirmação que a ovulação ocorreu. É o tratamento inicial oferecido para os casais onde não existe alterações no espermograma, nem a suspeita de fator tubário.

Inseminação Intrauterina (IIU)

É uma técnica de baixa complexidade que representa a deposição de purificado de espermatozóides diretamente na cavidade uterina da mulher, sincronizada com a ovulação, em um ciclo natural ou com estimulação ovariana.
Para ser submetido a uma IIU, o casal deve se encaixar em algumas exigências, como: tubas uterinas pérvias (exame de histerossalpingografia normal) e concentração de espermatozóides maior ou igual a 5 milhões.
A IIU é ferramenta acessível, segura e eficaz no arsenal das tecnologias reprodutivas.

Fertilização in vitro (FIV)

Desde 1978, com o nascimento do primeiro “bebê de proveta” do mundo, Louise Brown, a FIV tem sido cada vez mais frequente em todos os países.
É técnica de alta complexidade, capaz de tornar a gravidez possível para casais com fatores graves de infertilidade, como: mulheres com tubas obstruídas, endometriose, alterações de sêmen, doenças genéticas, fatores ovarianos, infertilidade sem causa aparente.
São etapas de uma FIV: estimulação ovariana, punção ovariana, manuseio de gametas e embriões e transferência embrionária.
O sucesso de um tratamento de FIV varia de acordo com a gravidade dos vários fatores e, de acordo com estudos, pode chegar até 50% em uma tentativa.

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

É uma técnica de alta complexidade, assim com a FIV. Na ICSI, um único espermatozoide pode ser injetado em um óvulo, garantindo a penetração no mesmo.
Desde 1992, a ICSI tem se mostrado extremamente eficiente, principalmente nos casos de endometriose avançada, fator masculino severo, azoospermia, pós vasectomia ou fator imunológico.

Congelamento de óvulos, sêmen e embriões

A criopreservação de óvulos pode ser utilizada em algumas ocasiões, como: mulher sem parceiro que queira adiar sua vida reprodutiva; portadoras de algum tipo de câncer que precise se submeter a tratamento de quimioterapia ou radioterapia, a fim de preservar sua fertilidade.
Da mesma forma, a criopreservação de sêmen é útil na preservação da fertilidade do homem que necessite ser submetido a algum tipo de tratamento quimio ou radioterápico.
A criopreservação de embriões é um método utilizado rotineiramente para guardar os embriões excedentes dos ciclos de fertilização assistida.

Doação de Óvulos

O surgimento da ovodoação permitiu que pacientes com idade avançada, falência ovariana ou menopausa precoce, anomalias genéticas associadas ao óvulo, retirada cirúrgica de ovários, baixa reserva ovariana, sucessivas falhas em ciclos de fertilização, síndrome de Turner, obtenham uma gravidez com óvulo doado.
Há numerosos programas de doação de óvulos no mundo todo, com gestações e partos bem sucedidos.
No Brasil, segundo resolução do Conselho Federal de Medicina, a doação de óvulos é permitida, deve ser anônima e não pode envolver fins lucrativos.

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Punção Testicular

Nos casos de homens vasectomizados ou com fator masculino severo, fica inviável realizar tratamento através de coleta de sêmen obtida pela ejaculação. Para esses casos, existem duas opções:
– PESA (aspiração microepididimal do esperma): aspiração de sêmen do epidídimo;
– TESA (biópsia do tecido testicular): espermatozóides são adquiridos através de minúscula biópsia de tecido testicular.

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Exames complementares

Histeroscopia

É um dos principais métodos diagnósticos para investigação da cavidade uterina nas mulheres inférteis, permitindo adequada avaliação do canal endocervical e cavidade uterina, com a oportunidade de ser diagnóstica e terapêutica.
A histeroscopia está comprovadamente indicada em alguns casos, como: estenose cervical, pólipo, mioma submucoso, sinéquia uterina, septo uterino.

Espermograma com Capacitação

Esse exame é essencial para avaliação do casal infértil.
Análise detalhada do conteúdo seminal humano. Permite a avaliação da qualidade (porcentagem dos espermatozoides móveis e imóveis), da quantidade desse material (concentração), morfologia de Kruger e processamento seminal para obter informações sobre a resistência dos espermatozoides.

Biópsia de embrião

Técnica que permite realizar um estudo genético do embrião, o PGD (Diagnóstico Genético Pré-Implantacional) e o PGS (Screening Cromossômico Pré-Gestacional) têm como objetivo evitar a transferência de embriões com alterações genéticas ou cromossômicas. Esse exame tem fornecido informações importantes sobre quais embriões apresentam anomalias genéticas ou cromossômicas e quais alterações são essas. Também é uma técnica útil quando há uma doença genética na família com mutação conhecida no DNA. Nesses casos, os casais não apresentam infertlidade mas são portadores de doenças genéticas e é possível investigar a mutação no embrião e descobrir se ele tem ou não propensão a desenvolver a doença em questão. Outras indicações importantes de biópsia de embrião, são mulheres acima de 37 anos, que tenham sofrido abortos espontâneos ou na falha de implantação.
Essa técnica pode ser realizada entre o terceiro e o quinto dia de cultura embrionária. Cada embrião biopsiado será congelado (vitrificado) individualmente. O resultado demora de 7 a 10 dias úteis. A paciente poderá transferir os embriões no ciclo seguinte. Assim sendo, o PGD e PGS, além de melhorar os resultados da FIV, também auxilia casais com risco reprodutivo a gerar filhos livres de doenças.

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